São Paulo vive pico de enterros e pode começar a realizar sepultamentos noturnos

Por Lorraine Rodrigues, Do Informe Franca

23/03/2021 | 8h05

São Paulo vive uma situação de crise por conta da pandemia de Covid-19.
Com leitos superlotados e problemas no abastecimento de oxigênio a saúde está um caos.
Mas não é só a saúde que vive um colapso eminente, o serviço funerário também tem se desdobrado para atender a alta demanda que cresce cada vez mais na capital paulista e em todo o país.
Não só as mortes comuns de ocorrerem, mas as mortes por Coronavírus, tem sobrecarregado o sistema.
Em 22 dias de março, morreram mais pessoas que em todo março do ano passado na cidade paulista.
A média foi de 44% mais óbitos.

No final de semana houve um pico, com mais de 370 mortes registradas por dia nos sábado e domingo.
Isso causa, uma série de transtornos.
Para o serviço das funerárias, para transportes e principalmente para o sepultamento.
Não há funcionários suficientes que deem conta da demanda nas unidades de cemitérios públicos, privados e nos crematórios da cidade.
Por causa dessa alta eminente de casos, o serviço funerário já inicia um processo de contenção nos sepultamentos.

Além de ocorrerem por ordem algumas regras estão sendo colocadas em prática.
Os enterros acontecem, em até 1h após a liberação do corpo com pouquíssimo tempo de velório.
Para pacientes com Covid-19, o funeral não é permitido e o enterro é direto.
Se São Paulo atingir um pico de 400 mortes por dia, nem um velório será mais realizado.
Os corpos serão sepultados sem qualquer cerimônia fúnebre, destacam as funerárias e cemitérios da capital paulista.
Duas torres de energia também já foram instaladas nos principais cemitérios da cidade, e outras serão colocadas em outras unidades.
Essas torres são para liberar os sepultamentos noturnos, para dar conta da demanda.
Hoje, os enterros ocorrem das 8 as 18h.
Mas se for o caso, esses corpos podem começar a serem sepultados até as 22h.