Covas antecipa feriados, retira rodízios e tenta convencer cidade a parar

Por Nathália Mello, Do Informe Franca

18/03/2021 | 16h10

Apesar de todos os esforços da Prefeitura e do governo de São Paulo, nem o estado e nem a cidade conseguem ainda respirar aliviados.
O número de pessoas que se contaminam com a Covid-19, é cada vez maior.
E o número de pessoas que respeitam os toques de isolamento diminue.
Muitos fatores são levados em conta para explicar esse acontecimento.
Mas um fato não pode ser ignorado.
As autoridades em saúde que combatem a pandemia, são unânimes ao afirmar que só com vacinas e isolamento, será possível vencer o vírus.
Enquanto isso acontece os sistemas de saúde de todas as esferas, colapsam.

A rede privada já tem muitos hospitais sem leitos na capital paulista e em outras cidades do estado.
A rede pública tem dificuldade em gerenciar.
Hoje, uma pessoa morreu porque esperava leito, por um tempo alto.
O Prefeito Bruno Covas confirmou e lamentou que a morte tenha ocorrido.
Ele fez um apelo para que as pessoas respeitem as recomendações e os decretos, para que mais mortes como essas não voltem a acontecer.

Covas ainda anunciou, que feriados, 5 deles, da rede municipal, deste ano e de 2022, serão antecipados.
De 26 de março a 1º de abril, a cidade deve parar.
Se juntar com o feriado da semana santa no dia 2 do mês, serão 10 dias de paralisação.
O rodízio de veículos foi suspenso na cidade durante o dia.
Mas vale das 20h as 5 da manhã.

Covas ainda anunciou que vai criar, 640 novos leitos de saúde na rede municipal.
E liberar R$ 500 Milhões para pagar Auxilio Emergencial Municipal para 1 milhão de paulistanos.
Os valores que serão gastos não foram divulgados ainda.
Mas o benefício começa a ser creditado em abril e maio.

Covas ainda destacou, que São Paulo vai ampliar de 2 para 7500 o total de cestas básicas,
que estão sendo distribuídas para as famílias cadastradas no Cras.
Outro anúncio do Prefeito é que as refeições que estão sendo distribuídas a população mais carente, especialmente de situação de rua, será ampliada.
Hoje são 7500 marmitas entregues.
A partir da semana que vem, a meta é liberar 10 mil.

A Prefeitura não tem medido esforços para tentar conter a crise em São Paulo.
Mas nada disso vai ser possível ou resolver o problema, se a população não colaborar.