Rendesivir – Anvisa aprova primeiro tratamento contra Coronavírus usado pela rede privada

Por Lívia Tomazelli, Do Health Informe

12/03/2021 | 14h40

A Agencia Nacional de Vigilância em Saúde, Anvisa, aprovou nesta sexta-feira, 12, o primeiro remédio no Brasil usado para tratar a Covid-19.
Contudo o medicamento não deve ser utilizado em qualquer caso da doença, nem por qualquer paciente.

A aprovação dispõe de pacientes que tenham acima de 12 anos, pesem acima de 40 KG, e não estejam usando ventilação mecânica,
mas que respirem com auxilio de balão de oxigênio.
Um tratamento completo com a droga é de inteiro alto custo, custando R$ 20 Mil.
A medicação aprovada é o Rendesivir, que já vem sendo usado na Ásia, na Europa e nos EUA em alguns tratamentos.

Apenas a rede particular de saúde usa esse tipo de medicação, dado seu alto valor de aquisição.
No geral, não são todos os planos de saúde que dispõe de recurso para a compra da droga, que é sintética.
O medicamento é produzido fora do Brasil e precisa ser importado, daí a alta no preço também.
Hospitais podem adquiri-lo, mas a medicação não é comercializada em farmácias, importante que fique muito claro.

A medicação só deve ser prescrita por médicos, para pacientes hospitalizados.
Nos estudos que foram realizados, a droga se provou pouco eficaz.
A Organização Mundial da Saúde inclusive não a recomenda para o tratamento.

A médica Yana Novis, explica que a medicação não é recomendada, porque os seus benefícios são para poucos.
E não tem como colocar um medicamento desses no SUS porque seria inviável tratar todo mundo.

O Rendesivir, é uma droga que foi criada como antiviral, e acabou se mostrando eficaz em poucas historias de pacientes com Covid-19.
Contudo ele não diminue a mortalidade da patologia, apenas o tempo de internação de um paciente.

Vacina de Oxford
Além desse tratamento, a Anvisa também aprovou o registro definitivo da Vacina de Oxford, produzida em parceria com a Astrazeneca e que já vem sendo usada no Brasil.
O imunizante será produzido no país pela Fiocruz, e distribuído entre os meses de abril e junho as primeiras doses.
Mas, desde fevereiro alguns insumos chegam de fora para a produção de doses nacionais.

Essa foi a 2ª vacina a ser aprovada.
Antes dela a Pfizer também teve registro definitivo, mesmo antes de começar a ser usada no Brasil.
A Coronavac, que há algum tempo já vem sendo usada ainda não teve o pedido definitivo analisado.
A Janssen, que pretende também vender doses ao Brasil, ainda espera por um registro emergencial, para posteriormente ter o definitivo aprovado.