Depois da rede estadual, professores do ensino privado ameaçam greve em SP a partir de quinta-feira

Por Nathália Mello, Do Informe Franca

São Paulo – 09/03/2021 | 10h09

A rede privada de ensino em São Paulo, teve queda no ensino presencial nesta primeira semana de fase vermelha da quarentena.
No modo mais restritivo a maior parte dos colégios, optaram por restringir o acesso dos estudantes, contrariando recomendação do governo estadual
que liberou as unidades para que funcionassem, com até 35% da sua capacidade.

A suspensão total ou parcial das aulas se deve a baixa adesão de estudantes no ambiente escolar.
Com a explosão de casos na capital paulista e em todo o estado, pais tem ficado apreensivos quanto a enviar seus filhos para a escola.
E de fato eles estão corretos.
Esse é o momento de ficarem em casa e dos colégios darem condições para o ensino a distância.

Mas, uma parcela significativa do professorado continua nas salas.
Mesmo que não haja presença dos alunos, as escolas obrigam os professores a cumprirem a carga horária presencial.
O que tem gerado impasses.
O Sindicato de Professores da rede particular, ameaça uma paralisação a partir de quinta-feira, 11 de março, se isso não mudar.
Os professores estão sem vacina e boa parte deles pertence a algum grupo de vulnerabilidade.
Por isso, eles mereciam na sua visão a prioridade de estarem vacinados.
Ou que as aulas voltassem após a suas vacinações e dos estudantes.
Em nada disso sendo possível, defendem que as aulas sejam então suspensas, até que seja seguro voltar.

Boa parte dos pais, concordam com a afirmação.
O que tem gerado uma enxurrada de cartas para colégios particulares nos últimos dias.