Alerta – HC, Incor, São Luiz, grandes hospitais de SP já não tem mais vagas de UTI

Por Guilherme Kalel e Lìvia Tomazelli, Do Informe Franca

07/03/2021 | 12h28

Grandes hospitais na cidade de São Paulo, amanheceram neste domingo vivendo um drama.
Não há leitos de UTI para receber novos pacientes com Covid-19.
O Hospital das Clínicas, o Instituto do Coração, a Rede D’or São Luiz.
São apenas alguns exemplos que não dispõe mais de leitos para receber a população.

A crise mistura, leitos da rede pública com a particular de saúde.
Pois nas duas áreas não restam meios de cuidar dos pacientes.
Alguns hospitais já atingiram sua capacidade máxima de ampliação.
Outros, estão buscando ampliar como podem, inclusive recebendo pacientes em leitos semi-intensivos.
A ideia é que assim as pessoas não ficarão desassistidas, enquanto o problema tenta ter uma solução localizada.

A rede privada desde a semana passada, tem feito gestão de pacientes.
Quando falta em um, os hospitais entram em contato com os outros para fazer as transferências.
E o índice de pessoas que tem procurado atendimento é cada vez maior.

Uma médica da rede D’or, e do Instituto do Coração, conta que houve um acréscimo de jovens procurando as emergências médicas por estarem com falta de ar.
Quando são submetidos a exames, eles estão diagnosticados com Covid-19, e seus estágios mais graves de pneumonias.
Esses jovens tem de passar, mais tempo internados que uma pessoa idosa.
E isso tem feito saturar as vagas nos hospitais.

O Informe Franca acompanha desde a sexta-feira, 5, as movimentações nos hospitais da capital paulista.
Diferente do que tem sido mostrado nas redes sociais, as unidades de saúde estão abarrotadas.
E quem quiser, pode verificar com os próprios olhos.
É diferente quando por exemplo, um grupo de bolsonaristas entram num Pronto Socorro que será inaugurado em uma cidade do interior,
e que está fechado porque não foi ativado para funcionar, filmam e falam que está vazio, que não há pandemia, que é invenção.
A realidade na capital paulista é a mesma que muitas cidades do Brasil, cenas de guerra, cenas de caos.
E que não são fabricadas para que abasteçam as redes sociais de apoiadores do Presidente.