São Paulo entra na fase vermelha de quarentena a partir de 6 de março

Por Guilherme Kalel, Lívia Tomazelli e Nathália Mello, Do Informe Franca

03/03/2021 | 17h

O governador de SP João Doria, anunciou na tarde desta quarta-feira, 3 de março, que todo o estado vai regredir para a fase vermelha da quarentena.
Nessa fase as medidas mais duras são interpostas e o comércio não pode abrir suas portas.
Apenas os serviços ditos essenciais, como saúde e comunicação podem funcionar.
Empresas que tenham produção vital para tratamento e manutenção de pacientes estão liberadas.
Ademais devem fechar também, a exemplo do que houve no ano passado.

Igrejas e templos religiosos poderão abrir, por conta de um decreto feito na semana passada pelo governador, que os considera itens essenciais.
O mesmo acontece com as escolas, que ficarão abertas prosseguindo com o protocolo de ensino presencial.
Na fase vermelha as unidades funcionarão com 35% de alunos em cada sala, em esquema de rodízio.

A nova fase vermelha vai operar por 14 dias em SP, e a sua reavaliação será feita em 19 de março.
Os números de casos e internações são o que motivam o governo Doria, a adotar essa medida agora.
Em 24h, São Paulo recebeu quase 1000 pedidos de internações nas suas centrais de regulação.
Todas essas internações eram para UTI, e não haviam vagas para atender toda a demanda.
O governo estadual estará abrindo a partir de segunda-feira, 8, mais 539 leitos no estado.
339 deles de UTI e o restante para enfermaria.
Por conta das novas variantes da Covid-19, o estado experimenta uma nova internação e realidades de que, as pessoas mais jovens se contaminam e levam mais tempo para se recuperar.

O governo paulista ainda reforçou, a necessidade de se ampliar o programa de imunização no estado e no país.
O governador acusou o Presidente Jair Bolsonaro de negacionismo no combate ao novo Coronavírus, e de brincar com a vida das pessoas.
O Brasil tem quase 260 mil mortos pela Covid-19, um número que cresce a cada dia, são mais de 11 milhões de infectados no país todo, números também alarmantes.
O estado de São Paulo é o que, registra maior incidência de casos e de mortes provocadas pela doença.