Urgente – SP pode ir a fase vermelha e prefeitos são preparados para Lockdown

Por Guilherme Kalel e Nathália Mello, Do Informe Franca

02/03/2021 | 20h15

O estado de São Paulo se prepara para voltar a uma de suas fases mais restritivas no plano SP de flexibilização a quarentena.
A alta em casos, maior período de internações e novas cepas circulando no estado, fizeram com que o governador João Doria, aceitasse as novas medidas restritivas.
Elas são defendidas por parte de seu governo, desde a semana passada, mas apenas agora começaram a ser defendidas pelo governador como única solução para a crise.

Hoje, terça-feira, Doria se reuniu com a equipe de seu governo e com os prefeitos das cidades paulistas.
E os preparou para um eventual Lockdown no estado.
Pela proposta, apenas os serviços essenciais deveriam funcionar, quando todo São Paulo deverá voltar na fase vermelha.
O decreto que deve ser assinado ainda sessa semana por Doria, terá validade de 14 dias.
E vai servir para tentar conter a disseminação do vírus no estado.

Muitos prefeitos, favoráveis ao isolamento social falaram na reunião.
Alguns deles alegam que, a questão mais importante é que apesar dos esforços do estado não há recursos suficientes para atender a alta demanda de pacientes.
Araraquara não tem leitos e não tem oxigenação suficiente que permita mais serem abertos para atender as pessoas.
Gente que precisa ser transferida não tem hospital para ir.
Essa situação promete ficar insustentável se nada for feito agora, em um tempo muito curto.

Secretários de governo divergem sobre a opinião.
Secretária de Governo, o Secretário de Desenvolvimento e o de Saúde, são favoráveis as medidas restritivas.
Enquanto isso o Secretário de Educação, insiste em manter escolas abertas mesmo no Lockdown.
Ele defende que as instituições tem que abrir e as aulas seguirem presenciais em sistema de rodízio, para não prejudicar estudantes.
Doria precisará certamente tomar uma decisão relacionado a isso.
É contraproducente deixar o estado fechado, e as escolas abertas.
Ainda mais num tempo em que, a frequência de crianças e estudantes nas salas de aulas tem gerado um estouro de casos de Covid-19.