Educação em SP – Universidades cancelam retorno de aulas presenciais no 1º semestre de 2021

Por Nathália Mello, Do Informe Franca

10/02/2021 | 17h30

As universidades do estado de São Paulo, anunciaram nesta quarta-feira, 10, que pelo menos no 1º semestre de 2021, não devem retomar suas atividades em modo presencial.
Todos os cursos que puderem, as aulas serão de modo Online, enquanto aqueles que exigem disciplinas presenciais permanecerão suspensos.
Diferentes das escolas, as universidades tanto públicas quanto privadas não devem arriscar estudantes e professores nesse momento, obrigando-os a regressar para as salas de aulas.

A medida vai contra as escolas, que estão voltando gradativamente o ensino presencial, muitas das vezes de maneira equivocada e atropelada em todo estado paulista.
As universidades dizem que houve um bom aceite por parte de seus estudantes, ao ensino remoto,
as regras de flexibilização da quarentena que são voláteis, e podem mudar semana a semana dependendo do desenvolvimento de cada região do estado, também pesou para o planejamento do ensino.
As aulas só devem ser iniciadas para o ano letivo de 2021, após o carnaval, em meados de março.
Porém, de modo Online.
No 2º semestre quando haverá boa parte da população vacinada, e quando espera-se diminuição de casos e contágios, as aulas poderiam ser reavaliadas e então sim, retomadas presencialmente.

Em São Paulo, o surto de uma escola estadual em Campinas, no interior do estado, mostrou que 42 pessoas foram infectadas desde o regresso das atividades, entre professores e alunos.
Já na capital paulista, outras 7 unidades foram fechadas nesta terça-feira, por conta de casos registrados.
Já hoje, quarta-feira, foram a vez de 4 escolas de elite, suspenderem as aulas de parte de suas turmas que apresentaram alunos ou professores infectados.
Com isso, as aulas presenciais continuam se mostrando um risco desnecessário e arriscado.

No estado, professores da rede estadual seguem fazendo uma paralisação, para tentar obrigar o governador João Doria, a voltar o ensino ao modo remoto, usado durante todo o ano passado.
A pressão não deu certo, ao contrário,
o Secretário de Educação, mandou descontar dos salários e punir os professores grevistas.