Covid-19 – Os depoimentos de Jornalistas que venceram o Coronavírus

Por Lívia Tomazelli e Mariana Honorato

Informe Franca – 25/08/2020 | 7h

Mais de 3,6 milhões de pessoas foram infectadas com o novo Coronavírus no Brasil.
E os números ainda seguem subindo.
Deste total, mais de 115 mil pessoas morreram, e os números seguem infelizmente, crescendo.
A doença prova por A mais B, que não é apenas uma gripe boba, ela é séria e pode matar, ou deixar sequelas graves.
E pode atingir a qualquer pessoa, independe da cor, classe social, todos estamos sujeitos a contraí-la.

O Informe Franca, sabe disso melhor que ninguém,
e hoje trás depoimentos de seus jornalistas, que venceram o Coronavírus, ou que ainda estão na batalha contra a doença.

Sofia Monary, é Assessora do Portal e foi uma das primeiras da equipe, a contrair a doença.
Ela faz parte do grupo de risco, por ter problemas pulmonares.
Ficou internada por pelo menos 18 dias, e em sua casa a esposa, Mariana, e Jornalista do Informe Franca, também contraiu a doença.
Mariana é cardiopata e usa marcapasso, também chegou a ficar internada por conta da doença.
As duas compartilharam momentos difíceis, e com sequelas da doença.
Mariana, teve dois episódios de infecções cardíacas graves, por causa da Covid-19.
Sofia, é um dos casos no Brasil que teve a reinfecção, e que está agora na fase de tratamentos contra essa segunda onda de Covvid-19.

“O momento é difícil, a dor é grande e a doença parece que vai te corroer”, explicou Mariana.
Que é também advogada e tem duas filhas, com 4 e 1 ano de idade respectivamente.
As crianças, não contraíram a doença.

Ester Marini, foi uma das primeiras também a contrair a doença, em Brasília.
A Jornalista, estava grávida e perdeu o filho por causa da infecção.
“Não é brincadeira, não é gripe a toa, como dizem por aí.
E eu tenho uma marca que me fará gritar ao mundo isso, para o resto de minha vida”, desabafa.
Ester, venceu a doença, mas precisou ficar, 15 dias em isolamento antes, 5 deles internada.

Tayla Vieira é mais uma das jornalistas do Informe, que superou a Covid-19.
Moradora de Franca, ela contraiu a doença junto com a amiga, Kate Hauen.
As duas se isolaram juntas para fazer companhia uma a outra, mas ela relata como foram os dias em que tiveram de ficar fechadas do mundo.
“Foram os piores 20 dias da minha vida, porque não podíamos sair, saber como estavam as pessoas lá fora.
A comunicação por telefone acontece, mas não é a mesma coisa que ver alguém pessoalmente, que estar ali do lado, e de saber como as coisas estão de fato.
Me afastei do trabalho que eu amo, mas o pior, era a incerteza de se amanhã eu estaria respirando, ou se precisaria ir para o hospital, é dor e medo o tempo todo”, disse.

O Jornalista Guilherme Kalel, também não escapou da Covid-19.
Por 25 dias, ele ficou em isolamento por conta da doença.
Paciente imunocomprometido, cardiopata, com diabetes, Guilherme Kalel sentiu o Coronavírus nos seus estágios mais agudos.
“Desde os primeiros sintomas, parecia algo que ia dominar você.
De fato me dominou por completo.
Não conseguia trabalhar direito, embora tentasse por alguns dias.
A maior parte do tempo era na cama, porque a doença, ela é séria e não ta para brincadeira.”
O Jornalista ainda enfrenta, sequelas da Covid-19.
Portador de HPN, sem defesas no organismo contra a infecção, Guilherme viu seu quadro de anemia hemolítica piorar.
Hoje, ainda está em tratamento para tentar conter os avanços e efeitos da Covid-19.
“Mesmo que o vírus não esteja mais ativo, ele permanece aqui, e continua fazendo estragos que os médicos ainda avaliam”, explicou o Jornalista.

Mariana Novacki, também perdeu um bebê, por causa da Covid-19.
Mas mais do que isso, ela perdeu o noivo Adalto, que faleceu em decorrência da doença.
“A dor dilacera, porque não pude nem me despedir dele.
E ao mesmo tempo, você fica tão transtornada por causa da doença.
Quem diz que é gripe, é porque não teve o Covid-19 de verdade, ou não falaria um absurdo desses”, desabafa.

Os jornalistas do Informe Franca se unem, para uma campanha de conscientização a partir desta terça-feira, 25 de agosto.
O objetivo é tentar convencer as pessoas, da importância do isolamento social.
A taxa tem caído cada dia mais, e as autoridades já falam em retomar muitas atividades inclusive das aulas.
O que não pode ocorrer de forma nem uma.

Para a médica infectologista Beatrice Germain, a doença ainda não se estabilizou, e não existe um tratamento rápido suficiente para dar conta de uma nova alta demanda.
Hoje, são poucas crianças infectadas mas esse número pode disparar, porque as crianças tem uma carga viral maior, se as aulas forem retomadas presencialmente.

O desejo do retorno, é não somente das escolas particulares, mas de alguns governantes.
Exemplo de Eduardo Leite, no Rio Grande do Sul,
que autorizou o regresso escolar em seu estado, a partir de 31 de agosto.
“Temos que agir com responsabilidade, porque essa doença já matou 115 mil aqui, e outros milhares pelo mundo, não estamos falando de uma gripe, mas de uma doença que tem potencial para matar, maior que de uma guerra”, disse a médica.