Auxilio Emergencial – Governo estuda prorrogar benefício mas reduzir número de beneficiados

Por Carolina Winter e Ester Marini

Informe Franca – Brasília 19/08/2020 | 19h45

O governo federal tem até a semana que vem, para definir o futuro do programa Auxilio Emergencial.
Criado em abril, para ajudar as pessoas que perderam renda com a pandemia do Coronavírus, o benefício está sendo pago atualmente para 66 milhões de pessoas,
Além de mais 14 milhões de famílias cadastradas no Bolsa Família.

O programa federal, foi criado como lei no Congresso Nacional, para o pagamento de 3 parcelas, podendo ser prorrogado.
Esta prorrogação já ocorreu uma vez, dando duas parcelas amais.
Para quem começou a receber em abril, a última parcela do Voucher, começa a ser creditada agora em agosto.
Após o término dos pagamentos em setembro, então essas pessoas não teriam mais direito ao benefício.
Pessoas que receberam depois, receberiam até completar a quinta parcela.

O que o governo vem estudando agora, é fazer uma nova prorrogação do programa,
mas para isto, uma série de estudos precisam ser feitos.
Para bancar o Auxilio, a União já gastou R$ 251 Bilhões, nas parcelas pagas.
O problema é que este não era um dinheiro guardado, e sim endividamento do país.
O próprio Presidente Jair Bolsonaro disse nesta quarta-feira, que se não tomar cuidado, a dívida pode estourar, e afastar investidores e baixar a nota de bom pagador que o
Brasil hoje tem.

Há 3 medidas que estão neste momento, sendo avaliadas pelo Ministério da Economia.
1 – Reduzir o benefício em uma parcela de R$ 600, e outras duas de R$ 300,00.
2 – Reduzir o benefício para 4 parcelas de R$ 300,00 cada.
3 – Reduzir o número de beneficiários do Auxilio, fazendo com que seja pago o valor de R$ 600,00 até dezembro.
Neste cenário, o governo apostaria que até lá, o Congresso teria aprovado a criação do Renda Brasil,
programa que será criado para substituir o Bolsa Família.
E que deve atender, 21 milhões de famílias em todo o país, mais que as 14 milhões atendidas hoje pelo programa existente.

Se a alternativa escolhida for esta, a maior parte dos 66 milhões que hoje recebem, deixariam de ter acesso ao Voucher a partir da quinta parcela paga.
Só receberiam o benefício, pessoas de baixa renda, com cadastro no Cadastro Único do governo federal.
Pessoas desempregadas, desde que tivessem contribuição com o INSS ativa nos últimos 18 meses.
Estariam fora do pacote, os trabalhadores informais, e os Micro Empreendedores Individuais.

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, tem estudado qual viabilidade poderia ser aplicada, para a continuidade dos pagamentos do benefício.
Ele tem até a próxima segunda-feira, 24, para apresentar ao Presidente Bolsonaro, uma saída.
O Presidente pretende anunciar na terça, 25, se o programa será prorrogado e de que modo.