Lava Jato e Procuradoria-Geral entram em atrito por declarações

Por Guilherme Kalel, Ester Marini e Mariana Novacki

Informe Franca – 29/07/2020 | 17h38

Procuradores Federais do Paraná e de São Paulo, entraram em atrito com membros da Procuradoria-Geral da República.
Tudo começou após uma Live, do PGR Algusto Aras, ocorrida nesta terça-feira, 28.

Aras fez críticas, a maior operação da historia de combate a corrupção no Brasil,
e disse que é preciso se corrigir erros para que o lava jatismo, não se perpetue e provoque descompensações.
O Procurador, ainda indicou que as Procuradorias Federais teriam como tese, a escolha de casos de acordo com a ala ideológica de seus membros, em diferentes estados.
Citando como exemplo São Paulo.

Aras ainda disse, que a Lava Jato possue uma caixa de segredos que precisa ser aberta.
Por isso, a PGR solicitou compartilhamento de dados da Força Tarefa do Paraná, de São Paulo e do Rio de Janeiro, com a Procuradoria.

Obviamente os procuradores reagiram mal, as falas de Aras.
Por mais que algumas das críticas sejam contundentes e pautadas em verdades,
o Procurador fez afirmações que os procuradores ademais, classificaram de ilações genéricas e sem fundamentos.

Os promotores defendem que, a Lava Jato sempre teve atuação imparcial, em todas as suas esferas.
E que sempre investigou cada caso, de acordo com as provas e os processos que tinham disponíveis.
Para Aras, é preciso se rever, todas as investigações feitas até o presente momento.
O que pode colocar em risco, condenações já proferidas, tese defendida por especialistas.
Para muitos juristas, Algusto Aras, que nunca defendeu e sempre criticou a Lava Jato, vem contraindo desculpas para desmantelar a operação,
e isso vem se reforçando com novas descobertas e declarações ao longo dos meses.
Outro problema é que, cada afirmação feita pelo PGR, gera e levanta, questionamento de processados e condenados, que podem depois, finalizar em processos desfeitos e
condenações anuladas.
Este é com certeza, um dos maiores e mais difíceis momentos para a operação, que vem perdendo força especialmente nos últimos 2 anos.