Ministério Público denuncia Geraldo Alckmin por crimes eleitorais sem ouvir o ex-governador

Por Guilherme Kalel

Informe Franca – 23/07/2020 | 11h28

Depois de ter sido indiciado na semana passada pela Polícia Federal,
o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, do PSDB, foi denunciado na manhã desta quinta-feira, 23, pelo Ministério Público.
Ele é acusado de ter cometido crimes eleitorais, em suas campanhas de 2010 e 2014, ao governo do estado.

Nas oportunidades, ele teria recebido R$ 2 Milhões e R$ 9,3 Milhões respectivamente, do grupo Odebrecht.
Ambos os pagamentos foram por intermédio de Caixa 2, não declarados na prestação de contas do candidato.
A denúncia da promotoria, é embasada no inquérito de indiciamento da Polícia Federal, apresentado em 16 de julho.
Que por sua vez, foi aberto com base em delações premiadas de Executivos da Odebrecht.

Fato que se deve destacar, é que o ex-governador não foi ouvido antes do indiciamento no inquérito,
tão pouco foi ouvido, agora, antes de ser denunciado pela promotoria.

Após apresentar a denúncia, o Ministério Público aguarda uma decisão judicial.
Se o Juiz aceitar a denúncia Alckmin vira réu em processo criminal.
Se o Juiz rejeitar, o tucano não será processado.
Ele pode ainda, ter a denúncia contra si aceita, mas no final do processo ser absolvido, se não forem encontradas provas suficientes para condenações.

Alckmin foi denunciado pelos crimes de faucidade eleitoral,
corrupção passiva,
e lavagem de dinheiro.

A Defesa do ex-governador e o PSDB, repudiaram as denúncias apresentadas contra o tucano.
Com mais de 40 anos de vida pública, Alckmin nunca fez nada que desabonasse suas condutas, ressaltou seu partido.
A Legenda disse que, espera que a Justiça possa enxergar os equívocos adotados no processo, e que Alckmin não seja processado de maneira indevida.

O ex-governador havia dito na semana passada, que não foi ouvido,
e que estava pronto a prestar todos os esclarecimentos necessários.
Ressaltou ainda que em nem uma campanha, teve recursos provenientes de Caixa 2, ou autorizou quem quer que fosse a pedir isso em seu nome.