Descumprimento das regras – Igrejas abrem as portas em Franca, mesmo com decreto estadual e ordem judicial

Por Guilherme Kalel e Lívia Tomazelli

Informe Franca – 19/07/2020 | 11h25

A cidade de Franca enfrenta uma explosão de casos de Covid-19 e de mortes provocadas pela doença.
Na última semana que se encerrou neste sábado, 18, a cidade contabilizou 190 novos casos de Coronavírus, e 4 mortes.
Um recorde que precisa ser levado a sério, pelas autoridades da cidade e que não está sendo.

Uma das queixas mais frequentes recebidas pelo Informe Franca, e que o Portal pôde constatar presencialmente em circulação por Franca, se refere a abertura de igrejas e
templos religiosos.
Mesmo com um decreto estadual e com uma ordem judicial que proibe os funcionamentos, os locais continuam reabrindo as suas portas.
Mesmo com Franca situada na fase vermelha, onde apenas serviços essenciais deveriam operar, a cidade continua com as igrejas abertas.

Em dias e horários diferentes, centenas de milhares de pessoas, comparecem aos cultos, gerando aglomeração de pessoas ainda que usem máscaras.
Mas, o decreto pede que não sejam abertas de forma nem uma, e a ordem da Justiça de SP, vem no mesmo sentido.

As igrejas do Evangelho Quadrangular, da Graça e Casa de Oração,
são algumas das que seguem abertas mesmo diante as ordens de restrições e abertura.
Nesses locais, não são apenas uma ou outra congregação que desrespeitam as regras, mas sim a maior parte delas.

O Prefeito Gilson de Souza, não parece muito preocupado com a alta taxa de contaminação da Covid-19 em Franca.
Pois, não determina que os templos sejam fiscalizados como deveriam ser, por agentes da Prefeitura.
Diante ao desrespeito com as regras, os locais deveriam ser lacrados e ter o alvará de funcionamento suspensos, como determina a lei.
Nada disso aconteceu, ou deve acontecer.
Valendo-se da consciência de cada fiel, comparecer ou não aos cultos.

Claro que, é importante manter a fé especialmente em tempos difíceis como os atravessados.
Mas a fé, não pode se sobrepor a saúde das pessoas e dos familiares com quem essas pessoas tem contato.

Enquanto a Prefeitura nada faz para coibir o funcionamento das igrejas e templos religiosos na cidade,
o Ministério Público estadual, quem pediu a Justiça que suspendesse o funcionamento dos locais, também segue inerte.
E os casos de Covid-19 em Franca crescem.
Não só por causa das igrejas abertas, que seja claro,
mas com também esta colaboração para a propagação da doença.