Especial – Polícia indicia Alckmin por crimes de corrupção sem ouvi-lo em inquérito

Por Guilherme Kalel e Mariana Novacki

Informe Franca – 17/07/2020 | 7h

A Polícia Federal indiciou nesta quinta-feira, 16, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, por crimes ligados a corrupção.
Eles são apurados no âmbito da operação Lava Jato, pela força tarefa de SP.
Até aqui, esta era uma das poucas forças tarefas do Brasil, que não haviam pego nomes de peso da política nacional.

Alckmin é acusado pela PF, de ter recebido recursos da Odebrecht, e ter os usado irregularmente em campanhas eleitorais.
O tucano também é acusado de permitir, a formação de um cartel pela empreiteira para a execução de obras do Metrô paulista, durante o tempo em que esteve no comando do
estado.

Geraldo Alckmin, disse que confia no restabelecimento da verdade, e que está pronto para esclarecer quaisquer dúvidas da Justiça.
O tucano ressaltou, que suas campanhas ocorridas em 2010, 2014 e 2018, ao governo e Presidência, não tiveram qualquer indício de Caixa 2 ou qualquer outra irregularidade.

Chama a atenção o fato, de que o político não foi chamado para prestar depoimento em nem um inquérito policial,
e mesmo assim, aparece como indiciado agora pela Polícia Federal.

O ex-governador, sabia que era alvo de investigações, mas não que seria indiciado.
O indiciamento chegou de surpresa na tarde desta quinta-feira, quando Alckmin dava uma entrevista previamente agendada na CNN em São Paulo.
Ele interrompeu a entrevista ao tomar ciência dos fatos, para falar sobre o que estava acontecendo.

A Polícia Federal foi procurada para comentar o fato, de não ter ouvido o ex-governador nas dirigências do processo de inquérito policial.
Mas não retornou, os contatos do Informe Franca.
Para chegar ao indiciamento, a polícia usou como provas, extratos telefônicos e conversas de Skype.

Ser indiciado não significa que Geraldo Alckmin cometeu qualquer crime.
Mas sim que a polícia está o oferecendo como réu em um processo por supostamente ter feito algo ilegal.
Para que se torne réu e seja julgado, o Ministério Público precisa pegar o indiciamento da PF, transforma-lo em denúncia e oferecer a Justiça.
Que precisa aceita-la, para que só então se transforme em processo criminal.