Disparada na venda por aplicativo faz faltar motos no país

Por Mariana Monary

Informe Franca – 14/07/2020 | 7h

A pandemia provocada pelo novo Coronavírus, tem mudado o jeito com que muitas pessoas fazem as coisas.
Compras é uma delas.
Pelo isolamento social, uma boa parte da população tem ficado em casa e tudo o que precisa, tem recorrido a entregas por aplicativos.
Para se pedir comida, medicamentos e diversos outros serviços essenciais.

Isso fez, com que as vagas para entregador crescessem no mercado, num dos setores que mais contratou entre abril e junho.
Paralelamente, houve uma falta de material de trabalho para essas pessoas.

Com produções paradas ou em ritmo lento, as fábricas de moto deixaram de produzir as unidades que geralmente fabricavam no país.
O que gerou escassez de motocicletas no mercado nacional.
Foram fabricadas em abril, 14 mil unidades de motos, e em maio, 16 mil.
Os números são muito menores do que no mesmo período do ano passado.
Em maio, foram vendidas, 28,8 mil motocicletas, enquanto em junho as vendas foram de 28 mil veículos.
Antes da pandemia, as motos representavam 25% da frota de veículos nacional.
Hoje a estimativa é que cheguem a 30%.

Com a falta das motos um outro problema começou a aparecer.
O produto começou a ser supervalorizado e os preços também dispararam.
Motocicletas mais simples de até 150 cilindradas, que eram vendidas em preços de 8 a R$ 10 Mil, hoje não são encontradas por menos de R$ 12,5 Mil.
E o valor pode variar ainda mais, a depender da região do país.

As fábricas de motos preveem, que a retomada do varejo pode impulsionar as vendas do item.
Mas para a produção dar conta do mercado, é preciso haver mais flexibilizações.
Hoje as fábricas não podem ainda trabalhar com nem a metade de seu efetivo pessoal, o que tem causado atrasos.