Operação do MP prende dono da rede de varejo Ricardo Eletro

Por Mariana Monary

Informe Franca – 08/07/2020 | 11h45

Uma operação realizada na manhã desta quarta-feira, 8, em São Paulo e Minas Gerais,
pelo Ministério Público de MG e com a colaboração da Polícia Civil do estado paulista, culminou na prisão do dono da rede varejista Ricardo Eletro, Ricardo Nunes.
Além dele também foi presa na operação sua filha Laura, na região metropolitana de Belo Horizonte em Minas Gerais.

Os dois são acusados de participar de um grupo criminoso, e de desviar R$ 400 Milhões em impostos sonegados ao longo dos últimos anos.
Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça de Minas Gerais, acatando um pedido do Ministério Público Estadual, que investiga o grupo.

Ricardo Nunes, cobrava de seus clientes no valor de cada mercadoria, um imposto chamado de ICMS.
O valor era embutido em cada parcela ou em cada produto vendido, a depender da forma de pagamentos.
Mas a empresa não repassava os valores para o Estado em que residia ou que a compra era realizada, ficando com os valores.
O montante desviado num prazo de mais de 5 anos, foi de R$ 400 Milhões.

Hoje, a Ricardo Eletro enfrenta uma situação de recuperação judicial, fechou unidades e demitiu centenas de trabalhadores.
Poucas lojas da rede continuavam abertas e operantes.
Na internet, a participação de vendas das lojas também despencaram ao longo dos últimos 2 anos,
especialmente com a ascensão de Magazine Luiza e Casas Bahia no varejo Online.

Ricardo Nunes foi preso em São Paulo, com a colaboração da Polícia Civil do Estado.
Uma terceira pessoa que seria superintendente da rede varejista, está neste momento foragido.
Ele teria de ser localizado em Santo André, no ABC Paulista, mas não estava no endereço fornecido a Justiça.

Além da prisão de Nunes, a Justiça fez o sequestro de seus bens e bloqueou contas bancárias.
Ricardo Nunes, tem hoje pelo menos R$ 60 Milhões em imóveis em diversas partes do país, que são fruto segundo o MP, dos desvios de ICMS de sua loja.
Por isso os imóveis foram sequestrados, de modo a no futuro poderem ser leiloados e devolver o valor ao estado onerado.