Justiça autoriza Santa Casa de Franca recusar pacientes com Covid-19 por falta de UTI

Por Guilherme Kalel

Informe Franca – 08/07/2020 | 19h28

A Justiça de Franca concedeu a Santa Casa de Misericórdia da cidade,
único hospital que atende pacientes pelo SUS no Município, a recusar pacientes com Covid-19 que precisem de internação em leitos de UTI.

O Hospital provou a Justiça, que não possue mais leitos para receber pacientes e que, mesmo assim o Estado de São Paulo continua direcionando pacientes a unidade de saúde.
Com o mandado de Segurança, que foi conseguido pela Instituição, a Santa Casa pode contrariar as ordens da Divisão Regional de Saúde, negando-se receber os eventuais pacientes
que chegarem.
Assim, o Estado deverá encaminha-los a outros hospitais que tenham vaga, inclusive fora de Franca.

A situação da Covid-19, está em colapso na cidade desde o final de semana.
O Hospital, possue 22 leitos para UTI para o atendimento de pacientes com Covid-19.
Montados numa área específica e com todos os protocolos de adequações exigidos.
17 desses leitos são para adultos e outros 5 para crianças.
Mas são exatamente os de adultos, que desde o final de semana não possuem mais vagas disponíveis.

A Santa Casa alega que, não é possível adaptar os leitos infantis para receber adultos, e que não dispõe de recursos, equipamentos e nem espaço, afim de implantar novos leitos
no seu complexo hospitalar.

A notícia de que a Santa Casa foi a Justiça e conseguiu, o direito de recusar pacientes, pegou francanos de surpresa.
E vai contra o que foi amplamente divulgado nos últimos dois dias, por autoridades políticas de Franca.
Nas comemorações, vereadores e a Deputada Estadual eleita por Franca, comemoravam o envio de 20 novos leitos de UTI para Franca do governo estadual.
Até agora não se sabe, onde esses leitos serão implantados ou quando começarão a funcionar.
E a Santa Casa continua colabando, por conta da crise de Coronavírus.

Franca tem mais de 500 casos e contando, de pacientes com Coronavírus.
Eram até o final da tarde desta quarta-feira, 12 mortes registradas.
A cidade vive um pico da doença, com um estouro no número de casos há pelo menos 3 semanas.