Câmara de Franca aprova igrejas como serviço essencial

Por Guilherme Kalel

Informe Franca – 24/06/2020 | 7h

Não bastasse a alta de casos de Coronavírus, os vereadores da cidade de Franca agora contribuem para que isso cresça ainda mais,
e as pessoas fiquem mais doentes infectadas pelo vírus letal e suas consequências.
Em Sessão da Câmara Municipal desta terça-feira, 23, que aconteceu presencialmente e não virtual, pois os vereadores não se afastaram de suas atividades durante a pandemia,
os políticos aprovaram considerar essencial, serviços de igrejas e templos religiosos pela cidade.

12 vereadores votaram favoráveis ao projeto, e 2 contra.
No projeto de autoria coletiva dos vereadores, fica estabelecido que igrejas e templos religiosos são considerados essenciais neste período de pandemia.
Com isso, esses locais estariam autorizados a reabrir suas portas.
O projeto de lei é polêmico.
Apesar de contar com o apoio de pastores e do Bispo da Diocese da cidade, o Departamento Jurídico da Câmara foi contra.
Mesmo assim, a Pauta foi levada a Plenário e discutida, com um amplo e acalorado debate.

O que os vereadores e os membros das igrejas não entenderam ainda, é a gravidade da situação.
Com o Coronavírus se espalhando em Franca, colocar pessoas dentro de igrejas, não propaga ou fortalece a fé,
mas sim propaga e fortalece cada dia mais, o próprio vírus, que terá condições de infectar mais pessoas.
Hoje, Franca tem 265 casos de Covid-19 confirmados, e 7 mortes.
Mas esses números tendem a subir ainda mais, com flexibilizações de diversas áreas.
Os casos já cresceram desde que o comercio foi autorizado a reabrir suas portas.

Com a aprovação do projeto, o Prefeito Gilson de Souza tem 15 dias para sanciona-lo de modo que vire uma lei municipal.
O Prefeito vale salientar, é favorável também a esta reabertura, e não deve ter problema com a sanção da nova lei.
A única questão que deve ser levada em conta, é que um decreto estadual proibe funcionamento de igrejas e templos religiosos.
A lei de Franca é municipal e o decreto estadual, restando saber quem tem maior peso ou poder agora.
Gilson de Souza, tentou recorrer na Justiça antes do projeto e perdeu, para reabrir as igrejas na cidade.