Em meio a explosão de casos, Prefeitura de Franca quer ir ao Tribunal de Justiça para reabrir igrejas

Por Guilherme Kalel e Lívia Tomazelli

Informe Franca – 18/06/2020 | 17h25

A cidade de Franca, que vem sendo administrada de uma maneira horrenda há anos, pode piorar o que já era ruim.
Em meio a uma explosão de casos de Covid-19, eram até a manhã desta quinta-feira, 193 pessoas infectadas no Município, com 7 mortes locais registradas,
e uma morte que ocorreu depois de um paciente se curar supostamente da doença que agora é investigada, o Prefeito quer flexibilizar ainda mais a quarentena.
Para isso, promete entrar na Justiça para que possa autorizar a reabertura de igrejas e templos religiosos na cidade.

Em decreto estadual, o governador João Doria proibe o funcionamento desse tipo de atividade, em todo o estado paulista.
Gilson de Souza, ao permitir a reabertura do comercio local em 1º de junho, permitiu também que as igrejas reabrissem, desde que respeitadas regras.
Mas, no dia 10, a Justiça acatou um pedido do Ministério Público, suspendendo o decreto de Gilson e o funcionamento das igrejas na cidade.
O Prefeito recuou no dia 11, publicando novo decreto proibindo o funcionamento.

Foi pressionado, por membros de todas as esferas religiosas da cidade.
E cedeu a pressão que sofreu.
O Jurídico da Prefeitura impetrou no Tribunal de Justiça de São Paulo, com um recurso que pede a liberação do funcionamento das igrejas e outros locais.

A desculpa do Prefeito, é que o decreto estadual deixa claro que há uma recomendação para que os templos não abram, e não uma obrigação para não abrir.
Sustenta a defesa da Prefeitura, cópia de uma notícia veiculada no Portal do Governo de SP.
Mas, a notícia é datada de 19 de março, quando a quarentena foi decretada no estado e antes que passasse a vigorar.
Os novos decretos feitos por João Doria, retiram a expressão de recomendação, e deixam claro que é proibido o funcionamento dos templos.

Na esperança de ficar bem com todas as esferas da sociedade de olho na reeleição,
Gilson brinca com a vida das pessoas e com o aumento de casos.
Franca, deveria neste momento estar pensando em recuar, por mais que problemas econômicos afetassem a cidade, para garantir a segurança das pessoas.
E não, flexibilizar ainda mais a quarentena.