Presidente do STF pede representação contra ataques a instituição no domingo

Por Carolina Winter

Informe Franca – 15/06/2020 | 7h

O Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli, pediu uma representação criminal contra Renan Sena, e outros envolvidos em um ataque ao STF neste domingo, 14 de junho.
Manifestantes entre eles Sena, atacaram o prédio do Supremo com um foguete, quando protestavam por uma intervenção Militar no país e a destituição dos Ministros da Corte.
Segundo Toffoli, os ataques ao STF são produzidos por integrantes do Estado, que deveriam proteger a Instituição e a Constituição.
Por isso uma representação foi feita, a Secretaria de Segurança Pública do DF,
a Polícia Federal, a Procuradoria-Geral a República e ao Ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das Fake News e de ataques ao Supremo.

Após a representação de Toffoli, o Procurador-Geral mandou abrir um inquérito para apurar os ataques.
E o governador do DF, mandou com que o número 2 no comando da PM fosse demitido de seu cargo.
Na visão do governo, a polícia deveria ser responsável por proteger a área e não fez isso com eficácia.

No sábado, agentes do governo do DF já haviam tirado apoiadores de Bolsonaro, que protestavam em favor de um regime autoritário, da Explanada dos Ministérios.
Os manifestantes invadiram a cúpula do Congresso e foram retirados após negociações com a Polícia Legislativa do local.
Em novo dia de manifestações, o mesmo grupo participou do ataque ao Supremo, ao lançar foguetes no prédio.
Renan Sena, que foi funcionário do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, foi um dos flagrados por imagens de segurança, disparando o artefato.