Crise econômica faz alunos da rede privada migrarem para a pública

Por Isabella Peroni

Informe Franca – 03/06/2020 | 17h58

A crise econômica provocada na maioria das famílias por causa da pandemia de Coronavírus,
tem entre as suas nuances algo que tem deixado uma preocupação no ar.
É o número de alunos que deixam a rede privada de ensino, e que estão passando para a rede pública.
Com a perca de renda dos pais, e escolas particulares com mensalidades elevadas, milhares de estudantes estão se vendo a mudar o ritmo e o ensino, nos últimos 2 meses.
São todas as faixas etárias que tem registrado essa migração.
Nacionalmente ainda não há um dado que possa indicar, quantas crianças e adolescentes trocaram a rede particular, pela pública de ensino.
Isso compete a ser feito um levantamento, com base na divulgação de informações de Secretarias Estaduais de Educação.
Que ainda trabalham nas adaptações para essas mudanças.

No Paraná por exemplo, um dos primeiros estados onde as aulas a distância foram implementadas no Brasil, 7,7 mil estudantes mudaram de colégio.
Essa troca, não é vista como um número significativo para o sindicato que representa as escolas particulares no estado.
Que relembrou que o Paraná tem 480 mil matrículas na rede privada de ensino,
e que as escolas tem trabalhado com pais, para oferecer descontos e opções que possam atender suas novas realidades e necessidades.

Os 7,7 mil alunos que precisaram migrar, foram recebidos pela rede pública sem qualquer problema.
Mas, isso ocorreu porque as aulas estão acontecendo Online.
Por intermédio de aplicativo para celular, Youtube ou TV.
Quando as aulas forem retomadas, o Estado confessa que pode ter de enfrentar um problema com estudantes dentro das salas de aulas.
O governo vem tentando estudar, a melhor forma de solucionar essa questão.
Por hora, os estudantes não tem perdido conteúdo, pois existem diferentes formas de aprendizado lideradas pelo Estado.

Em São Paulo, a Prefeitura Municipal já começou a sentir o peso da crise, com muitos alunos da rede privada, migrando para a educação municipal.
O peso fica, especialmente em alunos de idade da educação fundamental básica, que é de responsabilidade no Município.