Celso de Mello nega apreensão a aparelho de Bolsonaro e filho

Por Guilherme Kalel e Mariana Straus

Informe Franca – 02/06/2020 | 08h12
O Presidente Jair Bolsonaro não deverá ter seu celular apreendido, e nem seu filho Carlos.
O Ministro do STF Celso de Mello, negou o pedido de partidos políticos na noite desta segunda-feira, 1º, para que os telefones fossem apreendidos para verificação de
existência de provas,
que corroborassem acusações contra o Presidente, de interferência política na Polícia Federal.

O Ministro que relata as investigações no Supremo, Celso de Mello, escreveu em sua decisão que os poderes para solicitar tal feito pertencem ao Ministério Público, e não a
terceiros.
Exatamente no sentido que se manifestou sobre a decisão o Procurador-Geral Algusto Aras.
Contudo, Celso de Mello deixou um recado ao Presidente da República, que comentou em entrevistas que nunca entregaria o celular.
Para Mello, numa eventual apreensão se não fosse entregue, o fato de descumprimento de decisão judicial por parte do Presidente, configuraria em crime de responsabilidade,
desobediência presidencial.

Mello ainda destacou que é preciso se respeitar a separação dos poderes e a autonomia de cada um deles.
O poder judiciário deve agir, para conter excessos quando necessário e tem de ser respeitado, assim como também deve respeitar a Constituição.

A decisão, arquiva a ação impetrada por 3 partidos políticos mas não anula o processo como um todo.
Jair Bolsonaro segue sendo investigado por ter cometido crimes no exercício de seu mandato, com base em acusações feitas por seu ex-ministro Sérgio Moro.