Ponto de Equilíbrio – Confira capítulo de estreia de novo livro de Guilherme Kalel

Informe Franca – 31/05/2020 | 10h

O Jornalista Guilherme Kalel, lança nesta manhã de domingo, 31, seu novo livro Online.
Seu nome é Ponto de Equilíbrio, que conta a historia de um romance pouco convencional, entre Humberto e Lauane.

O texto, é disponível para assinantes da Ogloteca A3.
Quem ainda não tem a assinatura do programa virtual, pode a fazer agora, acessando aqui

Para aqueles que ainda não assinam o canal de entretenimento, uma novidade.
Guilherme Kalel, publicou o capítulo de estreia do livro em modo público.
O leitor, acompanha este a por meio desta postagem.
Mas ressalta-se que para acesso ao livro completo, é necessária a assinatura.

A Ogloteca possue dois pacotes de contratação.
O assinante pode pagar anualmente, assinatura válida por 12 meses, o valor de R$ 100,00.
Ou a assinatura mensal, por 12 meses, sendo R$ 10,00 em cada mês.

Ponto de Equilíbrio
Por Guilherme Kalel
Publicação Ogloteca A3

Os dados da capa deste livro estão protegidos para assinantes da Ogloteca,
a seguir confira na íntegra, apenas o primeiro capítulo do livro

Capítulo 1 – O Encontro

Dr. Gerson havia acabado de entrar no quarto de Humberto no hospital.
Ao olhar o amigo e paciente, lhe disse com um sorriso que aquele era o seu dia de sorte.
Humberto então o pergunta por qual motivo, se a caso ele havia ganhado um novo coração.
Gerson diz que infelizmente ainda não era essa a notícia que ele o traria, mas dizia que era tão bom quanto.
O médico então o explicou, que todos os anos, perto de fazer aniversário de trabalho no hospital, onde trabalhava há 25 anos,
a diretoria o permitia escolher um paciente e dar um presente.
Ele já tinha dado festas pra jovens, baile de debutante, já tinha levado uma criança pra andar de helicóptero,
Uma idosa a reencontrar o irmão que não via há anos.
Cada ano, era uma nova coisa que era gratificante pro paciente, e mais ainda a ele por poder proporcionar.
Naquele ano o 15 de junho seria especial.
Ele escolheu Humberto como o paciente presente, e seu presente começaria naquela noite.

“Por 12h, você não vai mais ver ou ouvir falar deste hospital.
Vai ficar no Parkins Palace, e lá vai poder ter uma noite inesquecível meu amigo.
Tudo por conta do hospital.
Só tem que me prometer 3 coisas.”
“Que seriam o que Dr.?”
“A primeira que se sentir qualquer dor, por mais que seja tentador ficar lá, vai ligar diretamente no meu celular.
Segunda coisa, que vai aproveitar ao máximo a sua noite.
E terceira e mais importante, amanhã as 7 da manhã vai dar entrada pela recepção central do hospital de volta.”
“Está me dando um vale de uma noite, pra ficar sem remédios, aparelhos, enfermeiras.
Mas tenho que voltar amanhã.”
“Exatamente.”
“E por acaso isso quer dizer que eu estou morrendo?”
“Não, isso quer dizer que eu estou te dando esse presente. O que me diz?”
“Acho que seria bom ver a cara da rua de novo. Estou já há 200 dias trancado aqui.”
“Foi o que eu pensei.”

Gerson entrega ao paciente uma roupa, para que ele possa se trocar.
Humberto entra no banheiro do quarto, e se veste saindo na sequência.
Gerson diz que ele estava ótimo, e que só faltava dois retoques.
“Esse relógio vai monitorar seus batimentos cardíacos e qualquer coisa, ele dispara.”
E o outro retoque faltante, ele lhe entrega um perfume.
Fragrância Quartzo de Oglopogos.

O paciente passa a colônia, e depois devolve o vidro ao médico.
“Pode ficar, é seu”, repete Gerson com um sorriso.
Agora os dois saem do quarto.
Humberto caminha pelos corredores pela primeira vez em 200 dias, como uma pessoa livre.
Sensação de liberdade que lhe escapa as veias, e não esconde o sorriso no olhar.
Não havia um fisioterapeuta ou enfermeira a seu lado, ele não estava na cadeira de rodas.
Andava pelas próprias pernas, como quem tivesse acabado de ganhar uma nova chance de viver.

Humberto entra no carro de Gerson, e os dois amigos deixam a porta do hospital, parando agora na porta do Hotel.
O Luxuoso e 5 estrelas Parkins Palace, esperava pelo paciente.
Na porta, uma funcionária os aguardava.
Sorriu belamente quando viu Gerson chegar com Humberto, vestindo um paletó e calça social ambos na cor azul marinho.
E uma camisa branca de mangas por baixo.

“Eu sou Danielle e vou ser sua guia nesta noite Sr.
venha comigo por favor.” Disse.
Gerson e Humberto sobem pelo elevador, e Danielle os leva ao quarto.
A porta é aberta com um cartão de acesso, entregue pela funcionária para Humberto agora.
“Do que precisar, basta chamar pelo telefone que virei o trazer.
Daqui a pouco vou trazer seu jantar.”
Humberto olha ao relógio em seu pulso e nota que ele marca 19h.
Gerson diz ao amigo que tem que ir, mas que havia separado a ele uma playlist muito boa de séries na Netflix.
Havia uma banheira no quarto que ele poderia usar, enquanto via as séries e desligava-se da vida lá do hospital.
Humberto sorri, agradece.
Gerson então vai embora com Danielle e a porta se fecha.
Os dois descem juntos pelo elevador.
“Hoje a noite dele vai ser mágica e especial, ele merece.”
“Sim Dr. pelo que me contou, ele merece sim.
E faremos o possível para que seja especial, muito especial.”

Gerson passa pelo saguão, entra no carro e vai embora.
A noite agora era apenas de Humberto.
Longe dos holofotes de médicos, enfermeiros e do hospital,
ele retira o paletó, o pendurando em uma cadeira no quarto.
Se vira para a TV, pega o celular.
Manda uma mensagem no aplicativo de mensagens que mais gostava de usar.
“Lau, não tem ideia do que aconteceu comigo hoje, estou fora do hospital.
Vou passar a noite num hotel luxuoso.
Sabe queria que estivesse aqui.”
Ao enviar a mensagem e postar o celular sob a mesinha de canto, alguém bate a porta.
Humberto imagina, seria o jantar, afinal quem o visitaria aquela noite se ninguém sabia que estava fora do hospital.
“Está aberta, pode entrar” Diz ele.

A porta se abre e Humberto tem a visão que lhe deixa sem palavras.
Cruza a porta ela, a pessoa que nunca esperava ver.
Com seu vestido preto feito todo em renda, mangas cumpridas e que cobria a altura dos joelhos.
Numa sandália Melissa Salto Plataforma, na cor preta, que acompanhava a elegância do vestido que usara.
Os cabelos longos, encaracolados e molhados ainda, com o creme que acabara de passar para se arrumar.
E nos lábios um batom discreto e um envolvente cheiro de morango, como um brilho labial irresistível.
Um convite para amar.
“Não acredito. Você?”
Fala ele.

Continua