Operação da PF atinge deputados aliados do governo e dono da Havan

Por Mariana Straus

Informe Franca – 27/05/2020 | 12h38

A Polícia Federal realiza nesta quarta-feira, 27, uma operação autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, no âmbito de um inquérito que apura Fake News.
A operação, mira o chamado Gabinete do Ódio formado por apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro.

Ao todo, foram 29 mandados de busca e apreensão ocorridos nesta manhã, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraná, Distrito Federal e Santa Catarina.
São 8 deputados, 6 federais e dois estaduais, alvos da operação.
E o dono da rede Havan, como um dos financiadores do esquema também foi alvo de buscas hoje.

A polícia apreendeu computadores e celulares, além de outros arquivos digitais que serão periciados.
A ideia é tentar descobrir, o envolvimento dessas pessoas com a prática de disseminação de Fake News nas redes sociais.
O inquérito apura Fake, notícias falsas, contra Ministros do Supremo e seus familiares.
E foi aberto no ano passado, por portaria assinada pelo Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli.
O Ministro Alexandre de Moraes, foi escolhido como Relator do caso.

Na oportunidade a Procuradoria-Geral se pronunciou contra as investigações, pois o STF estaria atropelando funções do Ministério Público como investigar.
Mas, com a troca de comando na Procuradoria no ano passado, o novo Procurador endossou a causa.
Algusto Aras disse que Toffoli, agiu como lhe é permitido pelo regimento do Supremo.
E defendeu que as investigações ocorressem, desde que o MPF fosse consultado e tivesse acesso a cada fase do processo.

Alexandre de Moraes, emitiu ordens para que locais ligados a essas pessoas que integram tal gabinete, fossem vasculhados.
Todas as pessoas alvo dessa operação, terão de ser ouvidos em até 10 dias pela Polícia Federal.

Na decisão, o Ministro cobra do Ministro da Educação, explicações sobre falas em uma reunião interministerial.
E dá 5 dias para que a PF ouça Abraham Weintraub, no processo.
O Ministro teria dito na reunião ocorrida em 22 de abril, que colocaria os vagabundos na cadeia, começando pelos Ministros do STF.
A fala, assim como o contexto do vídeo divulgado em 22 de maio, gerou indignação e pedidos de explicações de diversas ordens.

Esse gabinete do ódio, agora investigado pelo Supremo, é o mesmo que com aval da família Bolsonaro,
distribue não só notícias falsas, mas faz ataques a desafetos do Presidente.
É o mesmo gabinete que também, é apontado como responsável por executar um ataque digital contra o Jornalista Guilherme Kalel, em abril.
O ataque, por intermédio de um vírus, danificou o disco de trabalho de Kalel e fez com que ele perdesse quase 13 anos de carreira que mantinha em acervo.
Outros prejuízos foram registrados também nesse ataque, que começou a ser investigado pela polícia.

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