Mudança repentina – Procuradoria-Geral pede suspensão de inquérito das Fake News

Por Mariana Straus

Informe Franca – 27/05/2020 | 17h30

O Procurador-Geral da República, Algusto Aras, pediu nesta quarta-feira, 27, que o STF suspenda o inquérito das Fake News.
O pedido ocorre, horas depois da Polícia Federal realizar uma operação que atingiu a bolsonaristas, entre parlamentares e empresários.
E que o Ministro do Supremo, Alexandre de Moraes, escreveu haver indícios fortes de que uma organização criminosa chamada de Gabinete do Ódio, foi formada para atacar pessoas
e instituições.
Esse inquérito, sob relatoria de Alexandre, foi aberto no ano passado por mando do Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli.
Na época dos fatos, a Procuradoria-Geral foi contra as investigações.

Em setembro, com a posse de um novo Procurador, o órgão mudou de posição.

Algusto Aras o novo PGR, entendeu que Toffoli usou das prerrogativas concedidas pelo regimento interno do Supremo, para que criasse as investigações.
Mas pediu que o Ministério Público Federal, se tornasse parte no processo que seguia em sigilo.

O pedido de Aras até hoje não foi aceito.
E hoje, o MPF foi surpreendido com a operação da PF que mirou apoiadores de Bolsonaro.
O Procurador-Geral, emitiu manifestação ao STF em que agora muda de posicionamento, e pede a suspensão do inquérito das Fake News.
Aras pretende anular todo o processo e as dirigências que foram realizadas.

Claramente, as atitudes do PGR buscam beneficiar Bolsonaro e seus aliados.
O Procurador, que se quer foi o escolhido da lista tríplice para o cargo, foi nomeado pelo Presidente.
E então, vem agindo de acordo com interesses do governo não importa quais forem.

Aras abriu, investigação para apurar acusações de Sérgio Moro contra o Presidente.
Mas ao mesmo tempo, quis investigar o ex-ministro e ex-juiz, por possível denunciação caluniosa.
O Procurador, se encontrou com Bolsonaro nesta terça-feira, 26, em reunião fora da agenda de ambos, na Procuradoria.
Foi o Presidente Bolsonaro que quis ir a seu encontro, mas o teor da conversa não foi revelado.

Pela lei, o Presidente tem a prerrogativa de escolher o Procurador-Geral.
Mas não pode o Presidente, interferir em investigações ou escolher alguém que o favoreça, todas as vezes que uma investigação mirar a si ou aliados.