Guerra pelo poder – Witzel e Bolsonaros trocam acusações em meio a operação da Polícia Federal

Por Ester Marini, Gabrielle Straus e Mariana Novacki

Informe Franca – 27/05/2020 | 8h

Na manhã desta terça-feira, 26 de maio, uma operação da Polícia Federal, foi deflagrada no Rio de Janeiro.
O alvo foi o governador do estado, Wilson Witzel.
As investigações, apuram se houve anuência do governador, em contratos firmados entre sua Secretaria de Saúde, e Organizações Sociais que construiriam hospitais de campanha
para atendimento da Covid-19.
Os contratos tiveram milhões em recursos públicos desviados, com obras superfaturadas.

Foram alvo de buscas da PF, a residência oficial do governador, no Palácio das Laranjeiras, e a casa em que Witzel morava antes de ser eleito.
O escritório de sua esposa, também recebeu a visita de agentes federais.

Foram apreendidos HDs de computador, notebooks e celulares, inclusive o de uso pessoal do governador.
O objetivo é fazer perícias para tentar encontrar irregularidades cometidas por sua gestão, com a sua autorização.
As buscas foram autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça, já que Witzel tem foro privilegiado por ser governador de estado.

Mas, a operação da Polícia Federal deflagrada neste 26 de maio, teve também outros contornos.
E ascendeu uma guerra política entre o governador do Rio, e a família Bolsonaro.
Witzel, disse que não era bandido em entrevista coletiva nesta terça, e falou que um dos filhos do Presidente, Flávio Bolsonaro, é quem deveria estar preso.
O governador se refere, a investigações que envolvem o agora Senador, nos tempos em que foi deputado estadual, e a suspeita de rachadinha, feita em seu gabinete.
O que ficou popularmente conhecido como caso Queiroz, nome de um assessor de Flávio.

O filho do Presidente, rebateu as acusações.
Em transmissões ao vivo por suas redes sociais, disse que o governador do Rio desde o começo do mandato, compactua com irregularidades.
E justificou, que foi por saber e não concordar com os seus ilícitos, que ele se afastou do governo.
Flávio, apoiou Witzel nas eleições de 2018.

O governador voltou a responder o filho do Presidente, no final da terça-feira.
E disse que seu sigilo estava a disposição da Justiça, perguntando se Flávio faria o mesmo.
Eduardo Bolsonaro, outro filho do Presidente, também entrou na guerra.
E fez postagens desde as primeiras horas da terça falando sobre o governador do Rio.
Em uma das postagens, ele escreveu que em breve algumas pessoas descobririam que Hidroxicloroquina não era placebo, e que placebo era outra coisa.
A menção foi feita porque, o nome dado pela PF a operação desta terça, foi Placebo.

No final do dia, a avaliação das análises são de que o gesto da Polícia Federal, foi usado como troco em Witzel, por suas falas contra Bolsonaro.
O Presidente mesmo, parabenizou a PF ainda pela manhã, pela operação realizada.
Isso, endossa ainda mais o discurso de Witzel, que é vítima de perseguição política por parte da família do Presidente,
e que Jair Bolsonaro, usou de sua influencia para interferir na Polícia Federal e orquestrar a operação.

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