Franca tem mais de 5 mil demitidos no setor calçadista

Informe Franca – 20/05/2020 | 7h

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A cidade de Franca, há tempos vem sofrendo com a crise no setor de calçados.
Mas, ao longo dos últimos anos caminhava para uma leve recuperação.
A crise do Coronavírus e o isolamento social, pioraram e muito, este cenário.

A cidade já registrou, segundo o Sindicato das Indústrias de Calçados de Franca, mais de 5 mil demissões.

Os números correspondem, aos meses de abril e maio de 2020.
No período, quase 500 entre pequenas e médias empresas no setor, baixaram suas portas.

As fábricas não produzem, nem podem manter seus funcionários, sem que as lojas estejam abertas para a venda final.
Com isso, pedidos foram cancelados e a exportação, forte da cidade, também foi prejudicada.
Como a Covid-19, é uma epidemia global, em outros países compras também estão congeladas e a maior parte dos importadores de calçados do Brasil, estão em quarentena.

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A única forma de minimizar a crise, seriam com estímulos vindos do governo federal para que as empresas conseguissem se manter.
Mas até hoje, as promessas de programas federais de incentivo ao emprego, não saíram do papel.
As poucas ações que foram adotadas pelo governo Bolsonaro, são tão burocráticas que não atingem a 5% das indústrias francanas, se fossem passar pelo crivo para aderir a qualquer um dos programas.

Muitos empresários da cidade, estão tentando se mobilizar para fazer Franca liberar a abertura o comercio local.
Mas, apenas as fábricas estão liberadas para funcionar na cidade, desde que cumpram alguns requisitos.
Não pode haver aglomeração de pessoas e todos os trabalhadores precisam trabalhar mantendo distância e com máscaras.
A cidade de Franca, computa 80 casos de Covid-19, com 3 mortes.
Mas, segue a risca, pelo menos em termos de governo, os decretos do governador de SP João Doria.

Longe da realidade da quarentena, os cidadãos comuns é que mais sofrem.
Eles precisam sair de suas casas todos os dias, e trabalhar, para que possam garantir o sustento da família.
Para as mais de 5 mil pessoas demitidas, restam incertezas e insegurança, de um futuro que não tem nada a prometer.

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